A falsa médica presa em Ibirá (SP),
nesta terça-feira (24), atendia cerca de 30 pacientes por dia, segundo a
Polícia Civil. Em três meses, período que ela prestou serviço à cidade,
foram mais de 400 atendimentos falsos.
A mulher, que atendia usando o nome de uma dermatologista da capital
paulista, tinha por coincidência o mesmo nome da vítima e havia
memorizado os dados pessoais da verdadeira médica.
“Ela informou o nome, RG, CPF e CRM. Quando perguntamos o nome da mãe
dela, ela respondeu. Mas quando a gente perguntou o nome do pai, ela se
confundiu”, explica o delegado Roberval Costa Macedo.
Com a confusão de nomes, a falsa médica foi presa por exercício
irregular da medicina e falsa identidade. A Santa Casa de Ibirá informou
que foi induzida ao erro pela falsa médica, que apresentou os
documentos necessários para a contratação.
A suspeita utilizava um carimbo e um jaleco com nome e sobrenome. No
entanto, os pertences foram roubados em São Paulo da verdadeira médica
Kelly Queiroz Cardoso.
“Em fevereiro de 2016, quando sofri um assalto em São Paulo, cidade
onde moro, fui roubada no farol. Ele [o criminoso] quebrou a janela do
meu carro, levou minha bolsa com todos meus pertences profissionais e
agora uma pessoa estava se passando por mim e fazendo consultas como
clínica normalmente”, lembra Kelly.
Além de falsificar o registro profissional, a vítima diz que a
estelionatária também abriu conta em um banco com os documentos
roubados. Segundo o banco, a conta foi aberta em uma agência localizada
no Hospital de Base de Rio Preto.
Kelly Queiroz Cardoso teve pertences profissionais roubados que era utilizados por falsa profissional em Ibirá
“Fui chamada pelo meu banco e eles informaram que foram devolvidos 13
cheques no meu nome em protesto e que a conta era de outro banco. Ela
teria sido aberta em setembro de 2016 e, desde então, havia 113 cheques
em meu nome”, afirma.
De acordo com o delegado que acompanha o caso, quando detida, a falsa
médica confessou que fez plantões em mais hospitais do interior
paulista. Ainda segundo a Polícia Civil, o nome verdadeiro da
estelionatária é Kelly Queiroz, assim como da vítima, e ela já tinha
passagem pela polícia por estelionato e falsidade ideológica.
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