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terça-feira, 30 de maio de 2017

Golpistas 'enterram' mulher viva para dar golpe de R$ 1 milhão no seguro




A Polícia Civil teve uma estranha surpresa nesta terça-feira, em São Carlos. Ao fazer a exumação de um corpo, no cemitério Nossa Senhora do Carmo, descobriu-se que não havia ninguém enterrado. 

No caixão havia somente um pedaço de concreto e um saco com palha. E não foi um erro. A prática integraria um golpe e é resultado de uma investigação mais ampla. Policiais da cidade, comandados pelo Delegado Walkmar da Silva Negré, investigam uma quadrilha formada por um ex-agente funerário, o genro e a filha dele, além de um médico da cidade. Eles são suspeitos de utilizar a falsa morte de uma ex-moradora de rua, Cristiane da Silva, de 39 anos, para aplicar um golpe em cinco seguradoras. O montante chegaria a R$ 1 milhão, mas o grupo acabou descobrindo a investigação da polícia e desistiu da retirada do dinheiro.


A advogada de Cristiane, Sandra Nucci, disse que ela foi vítima na história. “Ela nunca soube do esquema, descobriu que havia “morrido” pela polícia. Mas, ela não recebeu dinheiro e não tem envolvimento com a quadrilha”, explicou a advogada.

Com a fraude descoberta após a exumação do caixão onde estaria o corpo, a advogada irá tomar providências. ”Agora já posso formalizar um pedido ao juiz para cancelar o falso atestado de óbito e regularizar a situação da Cristiane” disse Nucci.


Outro lado
O advogado dos investigados, João Carlos Cazu, estava presente na exumação. “O que está sendo feito aqui hoje é uma diligência para instruir o inquérito policial. Eu não posso dar detalhes de mais nada, o inquérito está em uma fase de investigação, ainda é preciso juntar muitas peças. O importante é que todos os envolvidos estão empenhados em esclarecer isso da melhor forma possível”, explicou o advogado.


                                              Advogado João Carlos Cazu
Questionado sobre a ex-moradora de rua que estaria morta, Cazu afirmou: “A intenção desse inquérito é buscar saber exatamente o que aconteceu, responsabilizar os envolvidos e reverter à situação dela”.
O coveiro, Aparecido Gonçalves, participou da exumação e ficou surpreso com a situação. “Eu nunca tinha desenterrado um caixão sem corpo. Eu estranhei quando comecei a abrir a vala porque não havia o mau cheiro, se tivesse um corpo ninguém iria aguentar ficar aqui”, explicou Gonçalves.
O caso segue em processo de investigação pela Polícia Civil, com o objetivo de penalizar os responsáveis pela fraude e regularizar a situação de Cristiane da Silva. Eles podem ser indiciados pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa.





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